terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Início do sétimo mês e um novo ano


A boa sensação de bem estar do segundo semestre está acabando, a fadiga e o cansaço já estão bem presentes, a falta de ar vem aumentando, as noites de sono não são mais as mesmas, em compensação ela está mais presente, se mexe mais, chuta, tem soluços, seus movimentos são sempre perceptíveis e geralmente visível a qualquer pessoa e não tem coisa mais gostosa que senti-la. Uma outra coisa muito boa é o fato de saber que todos que olham veem uma grávida sem dúvidas e não uma gordinha com um buchinho bem saliente. Kkkkkkkk
A ansiedade vem aumentando, a vontade de vê-la, de pegá-la e apertá-la é enorme mas ao mesmo tempo penso na energia que vou precisar para aguentar o ritmo, principalmente quando estou deitada de bobeira numa tarde de sábado ou domingo e ela tá aqui dentro pulando, imagino quando estiver fora. rsrs Dá um medinho de não dar conta, mas como todos dizem “junto com o bebê nasce uma mãe” e eu tenho plena certeza disso.
Ansiosa pelo Doppler da 30ª semana, estou com saudades de vê-la.
O chá de bebê não será mais da forma que eu idealizava, eu tinha até desistido dele, mas parece que vai sair de qualquer forma.
O ano novo nunca significou nada para mim além de realmente a passagem de um ano para o outro, apenas uma forma de contar o tempo, mas nunca tive a sensação de que o ano seguinte fosse ser diferente, já a passagem desse ano foi muito significativa para mim, pois foi um marco de muitas mudanças que começaram e ainda teremos muitas novidades por vir, eu diria que será um ano de muitas conquistas, muitas coisas novas, muito amor, muitas bênçãos de Deus e claro que a maior das novidades na minha vida será a Alice que virá para me ensinar tantas coisas... Um presente e tanto de Deus!
Minha pequena família está crescendo e será muito gostoso ver essa transformação acontecendo.
Falando em transformação, é engraçado ver como as coisas vão acontecendo, quando fazemos uns 12 anos (nós meninas) pensamos que estamos nos transformando enfim, entrando na adolescência, quase jovens, quase adultos e essa sensação vem de novo aos 15 e depois aos 18. A cada ano que vai passando vem as conquistas, a saída do ensino fundamental a entrada no ensino médio, a saída do ensino médio, a entrada na faculdade, aí vem a CNH, vem o trabalho, a sensação de responsabilidade, a sensação de liberdade ao ter dinheiro na mão, viagens, os relacionamentos sérios, no meu caso (um tanto apressadinha) veio logo noivado e casamento, tenho atrasado um pouco a formatura mas um dia ela sai, a responsabilidade de ter uma casa para cuidar (ainda não me habituei como deveria), um marido para amar (essa é fácil! <3) e agora uma filha! Essa sim, acho que deve ser a maior das responsabilidades que podemos adquirir na vida, ser responsável pela VIDA de alguém! Vida de uma pessoa que assim como eu não pediu para vir ao mundo e eu terei o dever de alimentá-la, protegê-la, sustentá-la e não deixar que nada de mal lhe aconteça até que chegue a idade adulta quando puder fazer tudo por si sozinha. Sei que só Deus tem o controle da vida, mas Ele me incumbiu de ser cuidadora dessa criança. Além das responsabilidades físicas terei responsabilidades emocionais com ela, a encaminharei ao caminho reto diante de Deus e dos homens, a amarei de todo coração, a orientarei em tudo que lhe for necessário saber para sobreviver a este mundo, a ensinarei o que é amar o próximo como a si mesmo (ainda que eu peque muitas vezes nesse quesito), disciplinarei e educarei quando preciso for para que seja uma pessoa amável e agradável além dos laços sanguíneos, farei o possível para que ela seja uma pessoa boa e de bem.
E quando penso que depois de toda essa tarefa de educar essa mocinha ainda tem muitos afazeres pela frente, uma renovação diária em mim para que ao meu redor tudo possa também se transformar, transformando o meio e sendo transformada juntamente as consequências da vida, assim como vejo na vida de minha mãe tudo se transformando a cada dia e ela linda, plena, transpirando vida, mostrando como é que se faz, sempre de cabeça erguida, sempre nos aconselhando, sempre aprendendo e ensinando. Tomo para mim seu exemplo.
Vejo nossa vida como de uma borboleta apesar de a metamorfose acontecer apenas uma vez na vida da borboleta e na nossa acontecer inúmeras vezes a partir do momento que nascemos, que é nossa primeira metamorfose.
2012 foi um ano com muitas novidades, algumas muito boas como a gravidez, algumas não tão boas como a reação de algumas pessoas, outras não tão consideráveis, mas foi um ano que posso dizer “Ainda bem que passou...”.
Um novo ano, de grandes novidades e transformações. Ano de crescimento e aprendizagem, um ano cheio de vida, cheio de bênçãos... Assim será 2013 para mim e para minha família!
Feliz ano novo a todos, Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossas vidas. 

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