A boa sensação de bem
estar do segundo semestre está acabando, a fadiga e o cansaço já estão bem
presentes, a falta de ar vem aumentando, as noites de sono não são mais as
mesmas, em compensação ela está mais presente, se mexe mais, chuta, tem
soluços, seus movimentos são sempre perceptíveis e geralmente visível a
qualquer pessoa e não tem coisa mais gostosa que senti-la. Uma outra coisa
muito boa é o fato de saber que todos que olham veem uma grávida sem dúvidas e
não uma gordinha com um buchinho bem saliente. Kkkkkkkk
A ansiedade vem
aumentando, a vontade de vê-la, de pegá-la e apertá-la é enorme mas ao mesmo
tempo penso na energia que vou precisar para aguentar o ritmo, principalmente
quando estou deitada de bobeira numa tarde de sábado ou domingo e ela tá aqui
dentro pulando, imagino quando estiver fora. rsrs Dá um medinho de não dar
conta, mas como todos dizem “junto com o bebê nasce uma mãe” e eu tenho plena
certeza disso.
Ansiosa pelo Doppler
da 30ª semana, estou com saudades de vê-la.
O chá de bebê não será
mais da forma que eu idealizava, eu tinha até desistido dele, mas parece que
vai sair de qualquer forma.
O ano novo nunca
significou nada para mim além de realmente a passagem de um ano para o outro,
apenas uma forma de contar o tempo, mas nunca tive a sensação de que o ano
seguinte fosse ser diferente, já a passagem desse ano foi muito significativa
para mim, pois foi um marco de muitas mudanças que começaram e ainda teremos
muitas novidades por vir, eu diria que será um ano de muitas conquistas, muitas
coisas novas, muito amor, muitas bênçãos de Deus e claro que a maior das novidades
na minha vida será a Alice que virá para me ensinar tantas coisas... Um
presente e tanto de Deus!
Minha pequena família
está crescendo e será muito gostoso ver essa transformação acontecendo.
Falando em
transformação, é engraçado ver como as coisas vão acontecendo, quando fazemos
uns 12 anos (nós meninas) pensamos que estamos nos transformando enfim,
entrando na adolescência, quase jovens, quase adultos e essa sensação vem de
novo aos 15 e depois aos 18. A cada ano que vai passando vem as conquistas, a saída
do ensino fundamental a entrada no ensino médio, a saída do ensino médio, a
entrada na faculdade, aí vem a CNH, vem o trabalho, a sensação de responsabilidade,
a sensação de liberdade ao ter dinheiro na mão, viagens, os relacionamentos
sérios, no meu caso (um tanto apressadinha) veio logo noivado e casamento,
tenho atrasado um pouco a formatura mas um dia ela sai, a responsabilidade de
ter uma casa para cuidar (ainda não me habituei como deveria), um marido para
amar (essa é fácil! <3) e agora uma filha! Essa sim, acho que deve ser a
maior das responsabilidades que podemos adquirir na vida, ser responsável pela
VIDA de alguém! Vida de uma pessoa que assim como eu não pediu para vir ao
mundo e eu terei o dever de alimentá-la, protegê-la, sustentá-la e não deixar
que nada de mal lhe aconteça até que chegue a idade adulta quando puder fazer
tudo por si sozinha. Sei que só Deus tem o controle da vida, mas Ele me incumbiu
de ser cuidadora dessa criança. Além
das responsabilidades físicas terei responsabilidades emocionais com ela, a
encaminharei ao caminho reto diante de Deus e dos homens, a amarei de todo
coração, a orientarei em tudo que lhe for necessário saber para sobreviver a
este mundo, a ensinarei o que é amar o próximo como a si mesmo (ainda que eu
peque muitas vezes nesse quesito), disciplinarei e educarei quando preciso for
para que seja uma pessoa amável e agradável além dos laços sanguíneos, farei o
possível para que ela seja uma pessoa boa e de bem.
E quando penso que
depois de toda essa tarefa de educar essa mocinha ainda tem muitos afazeres
pela frente, uma renovação diária em mim para que ao meu redor tudo possa
também se transformar, transformando o meio e sendo transformada juntamente as consequências
da vida, assim como vejo na vida de minha mãe tudo se transformando a cada dia
e ela linda, plena, transpirando vida, mostrando como é que se faz, sempre de
cabeça erguida, sempre nos aconselhando, sempre aprendendo e ensinando. Tomo
para mim seu exemplo.
Vejo nossa vida como
de uma borboleta apesar de a metamorfose acontecer apenas uma vez na vida da
borboleta e na nossa acontecer inúmeras vezes a partir do momento que nascemos,
que é nossa primeira metamorfose.
2012 foi um ano com
muitas novidades, algumas muito boas como a gravidez, algumas não tão boas como
a reação de algumas pessoas, outras não tão consideráveis, mas foi um ano que
posso dizer “Ainda bem que passou...”.
Um novo ano, de grandes
novidades e transformações. Ano de crescimento e aprendizagem, um ano cheio de
vida, cheio de bênçãos... Assim será 2013 para mim e para minha família!
Feliz ano novo a
todos, Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossas vidas.
Parabéns pelo texto muito lindo.
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